
Que carro devo comprar? Como escolher o carro certo para si
Escolher um automóvel parece, à partida, uma decisão simples.
Sabemos quanto queremos gastar, temos algumas marcas de que gostamos, procuramos alguns modelos e começamos a comparar.
O problema é que a escolha certa raramente começa pelo carro.
Começa pela pessoa que o vai utilizar.
E, num mercado automóvel cada vez mais complexo, essa diferença é mais importante do que nunca.
Hoje podemos escolher entre dezenas de marcas, centenas de modelos e diferentes tecnologias de propulsão — elétricos, híbridos plug-in, híbridos convencionais, REEV (elétricos com extensor de autonomia) e motores de combustão.
Há mais escolha do que nunca.
E isso é uma excelente notícia.
Mas também significa que é cada vez mais fácil escolher de forma errada.
Um bom carro não é necessariamente o carro certo
Existe uma tendência para avaliarmos os automóveis através de características fáceis de comparar: potência, autonomia, consumo, equipamento, tecnologia, preço ou imagem da marca.
Tudo isso é relevante.
Mas um automóvel pode ser excelente em todos esses aspectos e continuar a ser uma má escolha para determinada pessoa.
Um elétrico com grande autonomia pode não fazer sentido para quem não tem onde o carregar. Um automóvel extremamente confortável pode ser pouco adequado para quem circula diariamente em zonas onde o estacionamento é difícil. Um híbrido plug-in pode ser uma excelente solução para determinada utilização e uma escolha pouco racional para outra.
O mesmo acontece com as marcas.
A escolha de um BMW, Mercedes-Benz, Tesla, Porsche, Volkswagen ou de qualquer outra marca não deve começar pelo prestígio, pela opinião de amigos ou pela opção que está mais presente no mercado.
Deve começar por aquilo que o automóvel precisa de fazer por si.
É essa diferença entre escolher um carro e escolher o carro certo que está no centro do nosso trabalho.
Antes de procurar o carro, procuramos perceber quem o vai utilizar
Na The Car Concierge, o primeiro passo não é abrir uma plataforma de anúncios.
É conversar com o cliente.
Queremos perceber como utiliza atualmente o seu automóvel, o que funciona bem, o que gostaria de melhorar e, sobretudo, aquilo que não está disposto a comprometer.
Falamos de quilómetros diários, viagens longas, estacionamento, carregamento, família, espaço, conforto, tecnologia, utilização profissional e orçamento.
Mas também de coisas menos óbvias.
É daqui que nasce o perfil de utilização.
E é este perfil que orienta todo o processo seguinte.
Qual é a tecnologia certa?
Só depois de percebermos a utilização faz sentido discutir se a melhor solução é um automóvel elétrico, híbrido, híbrido plug-in, REEV ou de combustão.
Não partimos de uma conclusão.
Não existe uma tecnologia que seja universalmente melhor.
Existe a tecnologia que melhor se adapta a determinada utilização.
Para chegar a essa conclusão, analisamos não apenas o preço de aquisição, mas também os custos previsíveis de utilização ao longo do período em que o cliente pretende manter o automóvel.
Energia ou combustível, manutenção, impostos, carregamentos, desvalorização e utilização prevista fazem parte da equação.
É uma abordagem particularmente importante quando se comparam tecnologias diferentes, porque o automóvel mais barato no momento da compra nem sempre representa a solução mais interessante ao longo dos anos.
O orçamento real nem sempre é o preço que está disposto a pagar
Esta é outra parte frequentemente simplificada no processo de compra.
O orçamento de um novo automóvel não deve ser analisado isoladamente.
É necessário considerar o valor do automóvel atual, o seu potencial de venda ou retoma, os custos futuros de utilização e o período durante o qual pretende manter o novo veículo.
Só depois conseguimos perceber qual é, de facto, o orçamento disponível para aquisição.
E, a partir daí, podemos começar a procurar.
Não procuramos primeiro um carro para depois tentar justificar a compra.
Definimos primeiro aquilo que faz sentido para o cliente e procuramos depois a melhor solução dentro desse enquadramento.
Só então começa a pesquisa
Quando temos definido o perfil, a tecnologia e o orçamento, começamos a analisar o mercado.
É nesta fase que entram marcas e modelos.
Comparamos aquilo que realmente interessa para aquele cliente: conforto, espaço, autonomia, consumo, tecnologia, equipamento, fiabilidade, custos de utilização, garantia, rede de assistência e valor futuro.
Normalmente, chegamos a uma seleção relativamente pequena.
Dois ou três modelos podem ser suficientes.
E isso é precisamente o objetivo.
O trabalho não é apresentar ao cliente dezenas de carros. É reduzir a complexidade até restarem apenas as opções que realmente merecem a sua atenção.
Porque experimentar continua a ser indispensável
Mesmo depois de toda esta análise, há uma parte do processo que não pode ser substituída por uma ficha técnica.
É preciso conhecer o automóvel.
Um automóvel pode ser a escolha mais lógica no papel e não ser o automóvel certo quando finalmente nos sentamos ao volante.
É por isso que acreditamos que a decisão final deve combinar análise racional e experiência pessoal.
A tecnologia pode ajudar a filtrar informação.
Os dados podem ajudar a comparar.
Mas a decisão continua a ser humana.
E quando encontramos o modelo certo, ainda falta encontrar o carro certo
Esta é uma distinção particularmente importante quando falamos de automóveis usados.
Encontrar o modelo certo não significa encontrar a unidade certa.
Depois de definirmos aquilo que procuramos, analisamos o mercado nacional e, quando necessário, o mercado europeu, procurando a melhor combinação possível entre idade, quilometragem, equipamento, histórico, estado, garantia e preço.
E aqui o trabalho pode tornar-se bastante mais exigente.
É necessário verificar o histórico da viatura, perceber a origem, confirmar a quilometragem, procurar sinais de acidentes ou reparações relevantes, analisar a manutenção e confirmar aquilo que está efetivamente a ser vendido.
Num elétrico, por exemplo, podem existir outras questões a considerar relacionadas com a bateria, carregamento, histórico de utilização e garantia.
É nesta fase que uma boa pesquisa deixa de ser simplesmente uma pesquisa. Passa a ser um processo de verificação.
Escolher bem também é simplificar
É perfeitamente possível fazer todo este processo sozinho.
Para algumas pessoas, pesquisar automóveis durante semanas faz parte do prazer de comprar um carro. Para outras, o tempo necessário para comparar informação, contactar vendedores, analisar diferentes opções e verificar uma determinada viatura representa um custo que preferem evitar.
Se este processo não é algo que queira ou possa assumir sozinho, é precisamente aí que podemos ajudar.
Na The Car Concierge, acompanhamos este processo de forma independente, colocando o nosso conhecimento e experiência ao serviço de quem prefere tomar uma decisão informada sem ter de assumir toda a complexidade da pesquisa e aquisição.
No final, o objetivo não é encontrar o automóvel perfeito.
É encontrar o automóvel certo para aquela pessoa, naquela fase da sua vida e dentro das suas prioridades.
E, quando o processo é conduzido dessa forma, a escolha torna-se não só mais informada, mas também significativamente mais simples.
